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Esse blog foi criado por Sabrine Cássia de Böer sabrineboer@ig.com.br
Categoria: Citação
Escrito por Sabrine às 12h41
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Neste blog apresento, o sistema operacional de uma empresa que, realiza um tratamento bológico para atender os parâmetros de controle de seu efluentes antes de lança- lo ao meio ambiente. 
O sistema de Tratamento de Efluentes é constituído fundamentalmente de três etapas, compreendendo os seguintes níveis de tratamento:
- Tratamento Primário
O tratamento primário do despejo consiste de:
- Gradeamento dos despejos, por meio de uma grade com espaçamento entre barra de 12 mm visando a separação de sólidos grosseiros, que por sua natureza ou tamanho, criariam problemas como desgastes de bombas ou obstruções em tubulações nas etapas posteriores.
- Caixa de areia, que tem como função remover os sólidos de natureza sedimentáveis de alta capacidade de decantação.
- Caixa retentora de óleo das águas residuárias, visando a remoção de óleos e graxas.
- Tratamento Secundário
Toda vazão de efluente passará pelo processo anaeróbio. O tratamento de despejo, visando a remoção de matéria orgânica, é fundamentado no processo biológico metanogênico realizado em Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente com Leito de Lodo com Recirculação Interna (IC), complementado por unidades de pré-condicionamento da água residuária, armazenagem de lodo biológico excedente, coleta/queima de gás.
No Tanque de Equalização/Acidificação será feita a correção do pH com hidróxido de sódio ou acido clorídrico e dosagem de nutrientes (uréia e acido fosfórico).
- Tratamento terciário
O tratamento terciário do efluente do tratamento secundário é constituído por:
- Tanques de aeração, para polimento complementar do efluente por meio de aeradores superficiais. O processo aeróbio será de lodos ativados com aeração prolongada, onde a flora microbiana aeróbia metabolizará a matéria orgânica biodegradável disponível convertendo-a em lodo biológico + CO2 + H2O. A mistura do despejo tratado com o lodo biológico gerado deixará o tanque de aeração por gravidade e será encaminhado para o decantador secundário.
- Decantador secundário, que tem por objetivo a remoção de sólidos em suspensão de natureza sedimentar, é fundamentado na operação unitária de sedimentação, complementado por unidades de coleta, adensamento e armazenamento de sólidos removidos.
O lodo biológico sedimentado acumulado no fundo do decantador secundário será encaminhado à elevatória de lodo e com auxílio de bomba submersível será reciclado continuamente ao tanque de aeração podendo também ser parcialmente descartado do processo passando pelas etapas de adensamento e desaguamento. O despejo clarificado passará por medição de vazão em calha Parshall e seguirá para o corpo receptor (rio):
- Desaguamento de Lodo Aeróbio excedente, que tem por objetivo o adensamento do lodo aeróbio gerado no processo aeróbio de tratamento. O adensamento é feito em Filtro Prensa.
- Filtro Prensa: o lodo decantado sairá do fundo do decantador através de bombas submersíveis sendo enviado diretamente para o filtro prensa.
O líquido clarificado fluirá continuamente por aberturas ajustáveis, situadas no extremo oposto ao da alimentação. Uma tampa coletora apropriada conduzirá esse liquido e o manterá separado dos sólidos até que deixem o filtro prensa.
- Cloração, que tem como objetivo a remoção de bactérias, tais como patógenos, e coliformes. Este processo ocorre no efluente final por meio da dosagem de hipoclorito de sódio.
- Eficiência do Tratamento
O efluente final após o sistema de tratamento anaeróbio e pós tratamento aeróbio apresentará as seguintes características físico-químicas:
- DQO: redução de 94% ou menor ou igual a 180mg/l - DBO: redução de 97% ou menor ou igual a 54mg/l - SST: redução de 93% ou menor ou igual a 63mg/l - pH: 6,0 - 8,5 - Nitrogênio Total: menor ou igual a 10mg/l - Fósforo Total: menor ou igual a 1mg/l - Temperatura: menor ou igual a 40ºC - Sólidos sedimentáveis: menor ou igual a 1ml/l/h
Escrito por Sabrine às 13h28
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O principal objetivo do sistema de tratamento é a remoção da matéria orgânica do efluente, estabilizando-a de tal maneira que minimize qualquer efeito de descarga nociva ao meio ambiente.
Análises realizada em uma ETEI:
Determinação de pH
O potencial hidrogeniônico ou seja o pH, nos dá informações sobre a quantidade de íons de hidrogênio H+ existentes no efluente, se o mesmo está apresentando características básica (pH> 7), ácida ( pH <7) ou neutra (pH=7). Valores de pH longe da neutralidade tendem a afetar a taxa de crescimento de microorganismos, portanto no nosso caso como temos inicialmente uma acidificação, o nosso pH cai e devemos fazer uma correção para que o efluente possa entrar para a Metanizacão com o valor ideal de atividade entre 6,8 a 7,2.
Determinação de DBO
É a quantidade de oxigênio necessário para estabilizar bioquimicamente a matéria orgânica, isto é, nos indica o grau de poluição que se encontra o nosso efluente e o tamanho do dano que ele causaria se chegasse ao corpo receptor. A DBO do nosso efluente deve estar próximo de 1800 mg/l.
Determinação de DQO
Indica a quantidade de oxigênio necessário para estabilizar a matéria orgânica, só que por via química. O teste de DQO nos dá um resultado muito mais rápido ( 3 horas) do que o teste da DBO ( 5 dias) portanto é muito mais usada devido as medidas que devem ser tomadas e requerem também um curto espaço de tempo. O valor da DQO do nosso efluente deve estar próximo de 3200 mg/l, qualquer valor muito diferente deste deve ser investigado.
Determinação de Acidez Volátil e alcalinidade
Ácidos Voláteis indica se a formação de ácidos no reator de acidificação está dentro do esperado, e se a sua concentração está sendo diminuída dentro do reator de metanização, através da transformação para o metano. É de fundamental importância o acompanhamento deste parâmetro, pois ele é o melhor indicador do andamento do processo. Se a formação e remoção de ácidos estiverem boa, o sistema está trabalhando bem, caso contrário, deve-se investigar para verificar o que estar prejudicando o processo.
Alcalinidade Indica a capacidade que o efluente tem para evitar a queda do pH, sem que seja adicionado produtos químicos, isto é, a capacidade tampão do efluente. A alcalinidade é muito importante, pois num primeiro momento o efluente deve ser acidificado devido a formação dos ácidos. Este garante um pH não muito baixo, diminuindo assim a quantidade de produto químico que deve ser dosado, para que efluente atinja a faixa necessária para a metanização.
Determinação de temperatura
As atividades metabólicas das bactérias são determinadas de acordo com o valor da temperatura em que estão ocorrendo. No caso específico dos reatores anaeróbios, a temperatura ideal fica em torno de 36°C. Enquanto no aeróbio ela não deve passar dos 40°C.
Determinação de Oxigênio
A concentração de oxigênio é de fundamental importância para o funcionamento da estação, por possuir um sistema misto, num primeiro momento devemos ter condições anaeróbias restritas para o reator de acidificação e metanização, já que estas bactérias não trabalham na presença de oxigênio. Posteriormente na segunda etapa do tratamento, uma concentração de OD entre 0,7 a 3,0 mg/l, garantirá, através de um sistema de aeração implantado no reator, a oxidação da matéria orgânica e também o desenvolvimento dos microorganismos mais importantes para o desenvolvimento deste processo.
Determinação de Sólidos Sedimentáveis
O resíduo sedimentável é constituído daquele material em suspensão de maior tamanho e de densidade maior que a da água, que se deposita quando o sistema está em repouso. O método utilizado para medição do resíduo é o volumétrico do Cone Inhoff.
Esta análise tem como objetivo controlar a concentração microbiológica dos reatores anaeróbios e aeróbios e parâmetros do efluente bruto e efluente final.
O tratamento e o monitoramento dos efluentes industriais são importantes para a preservação ambiental. A área de Meio Ambiente (ETEI) e de extrema importância nas industrias, pois esta é responsável por todo o resíduo líquido gerado na empresa,controlado pela ETEI.
Escrito por Sabrine às 13h27
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Fluxograma de tratamento biológico de efluentes:

Escrito por Sabrine às 13h09
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